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INÍCIO >> POESIAS CÓSMICAS >> HAVIA CRISTINA
Havia Cristina
Havia um início de um sonho, em um cordão sustentando apenas fios da vida.
Era uma sinfonia perdida, ao nascer de uma rosa carmim...
A sensação de dois mundos, de um até breve em eternos segundos
Queria tanto vê-la, sentí-la silenciosa, em paz a brilhar como estrela
Agora eu sei que presenciei o teu adeus. Houve a permissão de Deus e ficou a tênue certeza que não existirá mais solidão.
Há magia inexplicável de simplesmente HAVER, Existir, Viver e ser uma nova antiga companhia. Houve, Há e Havia ...

Lembrei que Havia brilho, mesmo no anoitecer medieval, no aparentemente insustentável contorno da estrada.
Havia, houve e há leveza frágil e indestrutível de Castelos de Areia que, agora eu sei, não vão se desmanchar jamais...
E um dia, Haverá Paz, ao sem saber, percorrer e principiar, juntos, na mesma caminhada.

Já Havia alegria que não se concebe, tempo que talvez às vezes, nem se percebe. Eu não sabia, porém, Simplesmente Havia .

Havia um tempo com sobra, com dobra, com paciência, ao soprar ingênuo, primaveril, na calmaria do mar
Solto no ar, na ausência do vento, notas de uma antiga cantiga que harmonicamente se preenchia...

Havia um laço, uma espécie de rastro de outras Eras, outras vidas, sentimento que tempo nenhum poderá destruir.
Encarnar, desencarnar. Ir e vir no quebrar das marés no sólido rochedo
Ela novamente já se foi e eu outra vez aqui fiquei.
Só sei que agora não tenho mais medo de morrer.
Há a certeza absoluta do renascer,
Do saber que espíritos partem, mas quando possuem a mesma aura, terão longas jornadas até atingirem a praia celestial e formarem a mais linda poesia.
Talvez seja por isso, que atrás das estrelas exista tanta Energia.

Sopra no meu rosto, a brisa de uma triste canção de final de tarde
Traz tua presença, bem-querer, amor e amar sem se tocar, respeito de até haver uma precoce saudade.
Há uma orquestra, uma festa, uma mesa branca, mestres de Kardec e uma soprano desconhecida solfejando a vida.
Tenho um conhecer estranho, um poder tacanho de verter poesia...
Há verdade sofismando a ilusão, tecendo cantos nos cantos
Há um início de sonho em um cordão, repentinos encantos
Em compasso lento, musicando um interminável momento
Havia flores e cores sem haver.
E há a sensação de querer e de ainda te ver
Há uma moça de olhar esmeralda, raio verde e azul em meio a muita luz. Havia uma menina... Simplesmente havia e haverá Cristina.



Outono. 13 de maio de 2001. As folhas que caíram foram carregadas levemente pelo vento, para outros lugares desconhecidos no Universo do SENHOR

13 de maio de 1594: Em outros tempos, idos tempos houve uma princesa celta chamada Maryleen e um cavaleiro templário, que - se houver permissão - um dia desses eu, ainda, descubrirei o nome.
Encantos e brilhos na clareira - da floresta próxima a Camelot - selou um nobre sentimento eterno... E Um grande amor, o tempo secular perpetuou. Maryleen voltou como Cristina, mas no final de um Luar outonal se foi para uma outra esfera.
O cavaleiro, perdido, percorrendo uma longa estrada que levava ao nada, apenas guardou, como relicário, a esperança de um dia reencontrá-la. Maryleen, antes de partir veio se despedir.E o cavaleiro, agora não mais solitário, ainda caminha.
E mais do que nunca não vai esmorecer, porque sabe que...
Sempre haverá o encontrar e o existir até mesmo em sonhos que nunca um dia pensaríamos em sonhar...
Sempre haverá um amor imenso, capaz de transpor o tempo, um Esplendor Oculto de ir e voltar incessante, como as ondas no mar...
Saudade, então, nesta caminhada, será passageira,
Será flor que o riacho levará na esteira, da cristalina correnteza, rumo ao oceano de um alvorecer sem fim.
E, Talvez quem sabe, neste jardim, onde o Sol faz morada
Cada segundo seja realmente eternidade, no haver, ser, existir, no doce sonho do reencontrar.

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