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Vestígios Medievais
Quando te encontrei pela primeira vez, sabia que te conhecia de outro longíquo tempo...
O olhar esmeralda e os cabelos negros longos, em um vestido branco, no âmbar e ao carmim, no dançar incessante do druso vento
Marcas que ficaram pelos caminhos, adormecidas pelos cantos, fantasia de um conto, poesia do reencontro:
Existiam castelos celtas, ermos e escuros, embora tua luz, teu brilho, fosse irradiante, magia, força e fonte,
Na fronte, tantos sonhos de menina, címbalos vibrando dobras de vestígios perdidos, em meio a contornos medievais

Tochas e castiçais iluminaram tua solidão, no descer e subir desesperado de sombrias escadarias sem fim.
Fui e sou um tolo sarraceno, sufi, pobre rabbi, disfarçado de arlequim dentro de uma armadura dourada, na busca insana da
tua amada.
E foram tantas luas, no arder de fogueiras solitárias, pernoites em templários imaginários, enfim, Cruzadas sem razão de ser.

E ao te rever depois de tantos anos e rituais profanos
Fico a idealizar uma tênue história, glória que é pura realidade
Se os castelos são agora de areia, frágeis e velhos
Os monastérios ainda têm força para dobrar eternos sinos, ressuscitando os antigos mestres
Hoje tu cantas as antigas cantigas celestes
E, eu parto para a mesma jornada, em busca do tudo, em busca do nada
Choras ao cair da tarde, porque sabes que novamente não voltarei
Irei atrás do Sol, do Som, das Estrelas e do sonho da nossa quimera
E, tu, resignada, ficarás uma vez mais enclausurada, na tumular torre, eternamente à minha espera...




( Às vezes o ciclo da vida é repetitivo, identifica-se à eternidade, na consciência de outras paragens, em outros tempos, mas com as mesmas imagens. São ondas teimosas que vão e voltam, batendo sempre em um único rochedo. E, após séculos, descansam em um ramanso, até o derradeiro encontro, na maré serena da felicidade).

14/04/01 Sábado de Aleluia, voltando a um abril qualquer medieval do Século XIV.


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